Sol nos Olhos, Pés na Terra

O Blog da Dona Horta

Cabaz da Semana 39

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De 17 a 23 de Setembro.

O Grande: cebola, cenoura, feijão verde, agrião, alho-francês, tomate, alface, pêra rocha, uvas, pêssego ou nectarinas e ervas aromáticas.

O Médio: cebola, feijão verde, alho-francês, tomate, alface, pêra rocha, uvas e ervas aromáticas.

Há dias assim!

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A nossa Joaninha é uma "problem solver" por natureza. Desde pequena. E, aquando publicação do Observador, com menção à Dona Horta teve uma epifania. Ora vejam bem lá isto!

"Agora um post a sério sobre a Dona Horta e o que esse projecto significa para mim. Comecei com isto com a ajuda do meu irmão, pelos meus pais, que nunca nos faltaram com nada. Porque, como em todos os momentos importantes da nossa vida, pelo menos da maneira que fomos educados (pelos nossos pais e avós), tinha chegado a altura de retribuir todos os sacrifícios que fizeram por nós. 2012. Chegamos até ao hoje com muitas alegrias mas também com algumas tristezas, que nos desinquietaram, nos tiraram o sono, nos fizeram querer desistir. Pelo menos a mim, confesso. Isto tem sido mais ou menos como a aventura do Siddhartha mas pelo Oeste, com incursões a Lisboa, couves, maçãs e bananas metidas ao barulho. Neste momento estou no projecto a tempo parcial, pois novos desafios começam a aparecer no horizonte. Não meu queixo. O que eu não gosto é de estar parada. E mais. O sorriso dos meus pais e o carinho de todos os que connosco colaboram não têm preço. Mas é sempre bom relembrar que este foi um projecto que nasceu de uma quase-morte, por asfixia das grandes superfícies (e não só) e que nós, a custo, a lágrimas, a "vocês sabem lá", continuamos aqui. Agradeço ao Observador a publicação, não sabíamos de nada. Sabemos que este tipo de artigo chega a muita gente, que é interessada, que se preocupa com a alimentação ou tão-só por acaso. Agradeço aos meus amigos que são incansáveis no que toca a referenciar positivamente este projecto. E aos meus clientes que me ajudam a ser melhor naquilo que faço, sempre, sem excepção. Em relação a este artigo em particular, eu posso ter os mesmos produtos que os outros todos, cada um escolhe o que mais lhe convém ou agrada ou lhe está mais chegado aos afectos (também me acontece). Mas há um par de coisas que eu tenho a mais: a frescura, produtores a dar a cara, e uma sinceridade brutal, que às vezes arrepia, de quem já abdicou de muito, já passou por muito, e que ainda tem lata de vir aqui ao Facebook mandar estas larachas todas. Não sou coitadinha nenhuma. Sou uma grande filha-da-mãe, que às vezes tem uns tomates maiores que os de um toiro, que se passa com injustiças, mas também se "passa" quando vê o seu trabalho reconhecido (porque todos precisamos disso de vez em quando) e por esse mesmo motivo o partilha. Partilhem-no também, dando a vossa opinião, contributos, se possível mencionando a tal da Dona Horta, para que consigamos chegar a mais pessoas. Se fizer sentido para vós, claro. Afinal, ao contrário do que eu pensava, nos últimos tempos, nem ando a fazer tudo mal e as provas têm vindo de onde menos tenho esperado. E é isto e mais aquilo. A minha mãe diz que eu dava uma excelente copy, uma boa community manager. O meu irmão vota sempre em business developer, a minha cunhada em account e o meu pai, esse só me quer perto dele. O que é que eu faço à minha vida?"

Dona Horta em artigo do Observador

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Trabalhamos muito, às vezes até demais. Mas adoramos o que fazemos. E, de vez em quando, vem o reconhecimento, numa publicação, com menção a nós e a mais uns quantos, desta feita no Observador. Já espreitaram? Não?! Espreitem aqui!

Leiam e partilhem, acreditamos que o acesso à alimentação saudável é um direito de TODOS e há escolhas para todos os gostos! Mas, por motivos, óbvios, desta feita somos tendenciosos! ;) #SomosDonaHorta

Cabaz da Semana 38

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De 10 a 16 de Setembro.

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Cabaz Grande: batata, cenoura, cebola, espinafre, brócolos, curgete, ameixas, maçã royal gala, pêssego ou nectarina, ervas aromáticas.

Cabaz Médio: batata, cenoura, espinafre, curgete, ameixas, maçã royal gala, ervas aromáticas.

Acresce, quer ao cabaz grande quer ao médio, alface! Há ainda a possibilidade de encomendar apenas produtos extra, caso a composição do cabaz não se adapte às necessidades do seu agregado familiar.

Até breve!

Cabaz da Semana 37

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Esta semana há uvas nos cabazes, médio e grande. Destas não se encontram por aí, ai não não!

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De 3 a 9 de Setembro, Alcobaça, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Valado dos Frades e Caldas da Rainha.

Composição do Cabaz Grande: batata, cenoura, cebola, brócolo, couve-coração, alface, tomate, alho-francês, melancia, uva, pêssego (ou nectarina).

Composição do Cabaz Médio: cenoura, cebola, brócolo, alface, tomate, alho-francês, uva, pêssego (ou nectarina).

Produtos disponíveis para troca: abóbora, agrião, batata, cebola, cenoura, couve-coração, couve-portuguesa, curgete, couve-lombarda, couve-roxa, pêra (variedade croche).

Setembro é mês de Manifesto!

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O recomeço. Setembro é um recomeço, no que aos cabazes respeita. Os nossos amigos e fãs chegam de férias, cheios de energia e vontade de cumprir com todos os objectivos que faltam até ao fim do ano. Sabemos, sentimos, faz parte, a preocupação com a alimentação, não tão só com almoços e jantares mas também com o cuidado, o carinho, o mimo, a satisfação que queremos e gostamos de dar aqueles que mais amamos.

É por isso, por isto, e por muito mais que há-de vir, de forma sustentável e equilibrada, sem prejudicar outrém, que temos lutado muito. E vamos continuar a fazê-lo, esperamos que de uma forma muito mais feliz e especial.

Contamos com todos, os que nos lêem, os que nos seguem, os que são nossos fãs, amigos, heróis, para nos superarmos até ao fim de 2016. Pormos a alimentação saudável e sustentável nas bocas de miúdos e graúdos e fazer muita gente muito mais feliz.

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Temos umas beterrabas tão lindas, de sabor tão incrível, e tão fotogénicas que foi impossível não as colocar nos cabazes desta semana.

Criadas com amor, carinho e preserverança (que este ano também não tem dado para outras macacadas) apostamos que se vai regalar com as receitinhas que estas meninas vão ajudar a criar (e que iremos divulgar) durante este mês de Julho.

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Cabaz Grande: cebola, cenoura, tomate, alface, espinafre, couve-coração, curgete, beterraba com rama, nectarina, maçã e morango.

Cabaz Médio: cebola, cenoura, alface, espinafre, curgete, beterraba com rama, nectarina e morango.

E é mesmo isto: as beterrabas do Belarmino são tão mimosas que quando as vimos quase que o estrafegávamos de felicidade! É que beterrabas destas não há sempre. Mas, olhem, há nos cabazes desta semana.

Um São João de Perdição.

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Suspeitamos que não vai sobrar nem um. Os figos (estes da variedade São João) são uma fruta mesmo especial, que está disponível para encomenda extra-cabaz durante esta semana. Se o tempo deixar, e os pássaros, na próxima semana também! ;)

Quem nunca se lambuzou com os nossos morangos não sabe o que anda a perder.

Este menino aqui, o safado, já foi num cabaz lá para Lisboa,. Diz que foi parar a um batido, num pequeno-almoço à maneira.

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Mas sendo que o que importa é o agora, atentemos no que nos diz a nossa Celeste (entendida, como muito bem sabem, nestas coisas da qualidade): "Realmente são um espectáculo! O que eu gosto é de frutinha doce". E ouvir isto com uma caixinha de morangos destes a passar-nos à frente com aquele cheirinho doce e aquela corzinha vivaça. Não sei se vos diga ou se vos conte.

Em todo o caso, atentos! Que há morangos destes, deliciosos, nos cabazes desta semana, a par com outras coisinhas bem boas.

Cabaz Grande:

batata, cebola, cenoura, feijão verde, tomate, alface, alho francês, nectarinas, morangos, kiwis e ervas aromáticas.

Cabaz Médio:

batata, cebola, feijão verde, alface, alho francês, morangos, kiwis e ervas aromáticas.

Encomendas aqui!

Até breve :)

Esparguete com Tomate

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Gosto muito mais do nome italiano deste prato - pasta al pomodoro - do que chamar-lhe apenas esparguete com tomate. Mas o que eu gosto mesmo é de o cozinhar para os meus amigos porque, na realidade, detesto peneiras!

Não é um prato propriamente rápido de se fazer (se calhar leva aí uns quarenta e cinco minutos), mas é eficaz: enche a barriga (pelo menos a mim, que repito sempre, mas às tantas é da fome que tenho às horas que chego a casa), uso o melhor dos cabazes da Dona Horta na devida altura (só começo a fazer este prato nesta altura do ano, quando me lembro de reservar a dita cesta - sim, também me acontece!) e tem uma coisa - o prato, não a cesta! - que eu adoro, adoro, adoro: o queijo parmesão.

Muito importante, antes de começar:

- tomatinhos fora do frigorífico, a amadurecerem ao natural, numa cestinha, na cozinha, pelo menos desde o dia antes;

- por experiência própria, escolher esparguete de qualidade, não vá o danado colar-se à placa (ou ao aparelho, no meu caso). Além disso, se fizer a mais, no outro dia para levar na marmita e aquecer no microondas um bom esparguete não me faz sentir tão desgraçada!

Ora então, e uma vez que está um calor danado, pode começar-se por cozer esparguete para duas pessoas, em água fervente, temperada com sal, uma colher das de sobremesa de azeite e uma casquinha de limão. Retira-se do lume quando estiver al dente, passa-se por água fria corrente e reserva-se. Claro que este passo também se pode fazer enquanto cuidamos dos tomates (já explico como) mas nessas alturas prefiro responder aos emails, às mensagens, arrumar a outra bancada da cozinha ou, como diz alguém de quem eu gosto muito, fazer máquinas.

Para o tomate supimpa:

- 1 kg de tomates maduros pelados e cortados em cubos (esta é a parte difícil mas é fácil descomplicar: ferve-se água numa chaleira e usa-se essa água numa taça, vertendo-a por cima dos tomates, aos quais fizemos um ligeiro corte em cruz, no "rabo", para ser mais rápido pelá-los). Para os mais mandriões e a quem a casca do tomate não faz cá confusões, ignora-se este passo de os escaldar. A dose certa será sempre uma taça, daquelas dos cereais de pequeno almoço, cheia de tomate aos cubos.

- 1 cebola grande, descascada e bem picada

- 4 dentes de alho, daqueles gordos, descascados e picados

Coloca-se azeite num tacho e quando quente refoga-se o alho e a cebola. Assim que começar a ficar tenrinha junta-se o tomate e vai-se mexendo, com a colher de pau, em lume médio-baixo. Porque é em lume médio-baixo que se apura esta coisa, durante a próxima meia hora. Há que juntar água (sempre quente ou a ferver) para que não se estrague nem o tacho nem o cozinhado. E, a minha batota preferida, neste caso, um cubo de caldo de galinha, mas daqueles que dizem natura, que assim não há cá enganos com o sal (porque não é preciso mais nenhum tempero).

Será que a receita está bem? É só isto assim, sem mais nada? É. É só isto. Legumes lá para dentro, um caldo de galinha, e um copito e meio de água quente, e deixar cozinhar o tomate, que vai soltando água e cozendo nele próprio, durante trinta minutos.

Depois, para servir, coloca-se a massa no prato, por cima o pomodoro quente, e raspa-se de fresco queijo parmesão a gosto. Polvilha-se com óregãos secos e esperam-se uns cinco minutos antes de se dar a primeira garfada, o tempo necessário para o tomate não queimar o mê rico céu da boca e para que o queijinho se funda com os restantes sabores.

Sou tonta por isto e espero que, se experimentarem, saia mesmo bem. Quanto mais não seja para eu não ficar mal na fotografia!

Beijinhos,

Joana de Avental.